Manhã fria de Segunda-feira. Um relógio quebrado pendurado na parede
marca 13 horas e 46 minutos. Ao meu redor somente cadeiras vazias e um
silêncio desesperador. De repente a porta abre e uma voz forte me chama:
Antônio Ferreira dos Santos.
Nunca gostei de ir ao médico, estava ali por uma obrigação da
empresa, era uma ordem do patrão. Nesse dia iria saber o resultado dos
meus exames de sangue e urina. Após analisar meu hemograma, o Doutor
olhou fixamente nos meus olhos. Ele ia dizer algo, mas uma enfermeira
entrou na sala e interrompeu: